O relacionamento com os filhos não é simples, ninguém nasce pai e não há manual secreto para se tornar um. Tudo vem da nossa experiência, da nossa atitude e de quem somos. Nenhuma fórmula mágica nos impedirá de cometer erros e isso vale também para os nossos filhos: eles vão cometer muitos erros, mas devemos deixá-los aprender com suas histórias pessoais ou nunca serão capazes de se formar completamente.

Isso não significa que não tenhamos que nos preocupar com eles, mas que não podemos impedí-los de experimentar algo que também fizemos no passado e que, pelo menos para nós, provou ser um fracasso. Podemos tentar falar sobre isso, é claro, expressando nossas dúvidas mas, no final, precisamos deixar as coisas se ajustarem sozinhas. Não podemos nos irritar tanto porque vemos nossos próprios erros repetidos em nossos filhos

Os psicólogos parecem confirmar que os pais, especialmente as mães, se irritam particularmente em reconhecer seus erros e vê-los repetidos no comportamento de seus filhos. Esse confronto inicial não leva a nada de bom, porque não impede que crianças ou adolescentes abandonem ou tentem algo. De fato, banir sem tentar entender é geralmente contraproducente. A coabitação, especialmente em certas fases da vida, não é fácil, mas a mãe, como mãe, tem o dever de cuidar de seus filhos e colocá-los “no caminho certo”. Mas qual é o “caminho certo” é sempre muito questionável. Para poder lidar com uma criança e suas escolhas, é preciso saber como encontrar o equilíbrio certo: nem sempre é possível impor a nossa vontade, é preciso aprender que, às vezes, temos que nos afastar, mesmo indo contra nossos próprios desejos.

As crianças que mais assiduamente discutem com seu pai ou mãe são também aquelas que mais se parecem com seus pais. Segundo a psicóloga Marta Segrelles, são os pais que veem nas atitudes de seus filhos o mesmo comportamento que eles próprios se arrependem. Uma das causas que levam a essas inevitáveis diferenças é que, desde a infância, a criança emula o que vê e sente em casa e fora de casa; isso deriva, na maior parte do tempo, do fato que a criança imita o comportamento de seus pais.

É aconselhável, para o bem-estar de todos, aceitar essas atitudes como parte de nós e tentar administrar essas situações de forma inteligente, evitando confrontos contínuos, para que possamos rapidamente chegar a um acordo de ambos os lados.

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